Exceto pela dobradinha das faixas 3 e 4 (”Paparazzi” e “Poker Face”), a sonoridade deste álbum é bastante inexpressiva, apesar da excelente produção aplicada: trata-se de um material dançante com “melodias em sépia” que podem marcar muitos momentos e irritar muitos pais.
Um dos elementos pouco originais usados é o “sampleamento” de trechos cantados em quase todas as faixas: talvez esse recurso nunca tenha sido explorado em produções mundiais, mas tratá-lo como “descoberta” chega a ser patético.
Certas canções remetem a sucessos dos anos 80, como “Boys Boys Boys” que tem refrão similar (em algumas notas) ao refrão de “Wild Boys” (da banda Duran Duran); outras (”Paper Gangsta” e “Like It Rough”) usam sons que lembram os de “Cherish” (da banda Kool & The Gang).
Por fim, “The Fame” tem apenas o apelo eletrônico (eterna tendência da música pop) como destaque de um produto pouco musical, acompanhado do nome “Lady Gaga” que parece mais forte do que o seu canto.

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