Olá pessoal! Depois de um tempo sem postar, aproveitei uma folga para escrever sobre esta série estadounidense de 1981, agora em DVD, estrelada por Anthony Hopkins e Robert Foxworth, que baseada nas escrituras sagradas, retrata o início do cristianismo a partir da perspectiva desses dois homens que eram inimigos mortais no início e depois se tornaram companheiros na luta para levar a mensagem de Cristo ao mundo. Creio que o diferencial desta produção é o enfoque na humanidade desses homens: é possível perceber que entre os primeiros pregadores do evangelho havia discórdia, competição, inveja, etc; o que de maneira nenhuma ofusca a grandeza de seus atos, pelo contrário: nos mostra que podemos fazer coisas maravilhosas mesmo sendo falhos, cheios de limitações, enfim, sendo humanos. Outro ponto importante é o amadurecimento de ambos mostrado durante as três décadas do filme. Paulo, antes chamado Saulo, de personalidade forte e rígida, torna-se maleável, compresensivo e tolerante; Pedro, antes impulsivo, explosivo e ansioso, torna-se sereno e tranquilo. É possível inclusive perceber a mudança no tom de voz de ambos.
Trata-se de um bom DVD para ser assistido por cristãos e não-cristãos, pois fala de fé, de coragem, de doação e do valor de um ideal que ultrapassa o valor da própria vida, capaz de suportar os mais terríveis sofrimentos. Definitivamente um filme sobre entrega, sobre devoção.

James J. Braddock superou a crise de 29 com humildade, sabedoria e muito amor: seus dias foram lembrados pelo filme Cinderella Man (A Luta pela Esperança) e quem assiste, reconhece a beleza de uma história emocionante que se repede ainda hoje.

O que a ponte tem a ver com o Jim?
Primeiro preciso citar Gregory Nava, autor e diretor do filme aqui chamado Cidade do Silêncio (2006), que merece ser reexibido e considerado por sua mensagem estarrecedora; confesso que fiquei surpreso com certas frases, nunca imaginadas na emissora que transmitiu o longa (mas suponho que em nada ameace a sua força massificadora).
O drama estrelado por Jennifer Lopez e Antonio Banderas, conta a história real dos milhares de casos de estupro seguido de morte que acontecem numa cidade chamada Juárez, fronteira entre o México e os Estados Unidos: ela uma correspondente idealista do jornal “Chicago Sentinel” e ele um antigo amigo de trabalho, que se tornou editor de um pequeno jornal da oprimida cidade.
Quando uma das operárias sobrevive aos agressores, uma cadeia de eventos domina cada instante da trama que surpreende por criticar sem meias palavras as barreiras ao jornalismo investigativo; a ligação criminosa entre governantes, autoridades locais e investidores estrangeiros; a cobrança desumana de impostos; as escolhas do cidadão moderno por suas carreiras de infelicidade pessoal; o preconceito contra os descendentes de indígenas; os abusos no meio industrial; a absurda precariedade das moradias dos trabalhadores; entre outros temas.
Indicado ao Urso de Ouro (Berlin), o filme que conta com a participação da nossa Sônia Braga, rendeu a Jennifer Lopez um prêmio (merecido) de “Artistas pela Anistia” da Anistia Internacional (entidade defensora dos direitos humanos).
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Ganhador de 14 prêmios do cinema internacional, o longa de Zhang Yimou (1992) aproxima-nos do drama das mulheres casadas com senhores feudais da China de 1920.
Lanternas Vermelhas é um filme calmo, mas bem amarrado; despretencioso, mas emocionante, dono de uma fotografia marcante e excelentes atuações.
Eu particularmente gostei bastante da primeira cena, da trilha sonora e das tomadas com cores em destaque. Querendo ou não, critica a poligamia e seus efeitos negativos na família, mas seu assunto principal é a maneira com que cada um lida com as dificuldades criadas pela tradição.

Lanternas Vermelhas