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40 anos para relembrar, celebrar e entender

O ano de 68 foi um marco, principalmente pela ação dos jovens. É bonito relembrar como a juventude se encontrava, toda ela junta e unida, lutando por causas em comum. Se formos comparar com o atual, cenário chega a ser triste a falta de idealismo dos jovens de hoje. Não posso deixar de citar um fato que ocorreu ano passado: a questão do passe livre; como me encontro na posição de uma jovem idealista, na ocasião pensei que os estudantes fossem encher a porta da Assembléia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro, mas não foi o que aconteceu: pela quantidade de colégios públicos sejam eles estaduais, federais ou do município deveria ter havido um número bem mais expressivo. Menos de cinco mil estudantes compareceram a esta manifestação reinvidicando que o passe não fosse tirado.

Todos os dias me pergunto o porquê desta geração e onde foram parar seus anseios, indignação, seu idealismo. Mesmo admirando profundamente os jovens daquela época, creio que atualmente não seria de extrema necessidade ocupar os lugares como forma de protesto: eles não escreviam expondo sua idéias? Então comecemos a fazer isso também.

Nossa grande luta de hoje teria de ser pelo sistema de ensino, assim como muitos estudiosos pensam, eu também acredito que as coisas só irão dar um passo adiante, quando tivermos uma bom mecanismo educativo. Não estou dizendo em momento algum que neste país não se pronuncie a palavra educação, até se fala e é debatida uma educação melhor, entretanto nunca chega. Por outro lado não jogo toda a culpa sobre os jovens. Uma música que retrata bem 68 é «e vamos à luta» de Gonzaguinha, apesar dos pesares me orgulho, assim como ele, de ser brasileiro e acredito na rapaziada. É o próprio sistema que vive dizendo que somos o futuro da nação, no entanto cabe a nós batalharmos por uma educação de qualidade que sempre se discute, todavia não sai do papel.

Portanto o que tenho a expor sobre meus pensamentos e minhas vontades, estão contidas neste pequeno texto, que além de fazer uma comparação das juventudes atual e passada, se baseia entre outras coisas em uma das épocas de manifestações mais importantes da história do Brasil e do mundo.

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Eu ousei em acreditar diversas vezes que magnífico era eu ter participado de uma passeata em prol de um direito estudantil: o passe livre. Hoje percebo que felizes foram aqueles que como Dilma, Lula, Chico, Caetano e José Dirceu,  lutaram arduamente para construir um país melhor, tendo a ousadia de tomar as palavras da ministra que pronunciou: “Eu não vou esconder o que eu fui e não tenho uma avaliação negativa. (…) Tenho uma visão bastante realista daquele período. Eu tinha 22 anos, o mundo era outro, o Brasil era outro. Muita coisa a gente aprendeu. Não tem similaridade com o que eu acho da vida hoje.” Dilma, em 2005, falando sobre suas atividades durante a luta armada.

Agora mais do que nunca tomo as suas brilhantes palavras como minhas. Pois não há dúvidas de que daqui a uns 40 anos eu irei pronunciá-las, novamente, com uma nova reorganização, porém não fugirei à praxe presente em todos os tempos.

Certa vez um camarada meu disse a seguinte frase: “que nós discutíamos atualmente o que era debatido ha 10 anos atrás” e essa frase me fez refletir sobre a seguinte coisa: a política de um modo geral tem padrões que precisam ser seguidos, como podemos perceber e até mesmo analisar, quase todos se não todos, políticos da atualidade tiveram formação política, no âmbito de Marx, Engels ou ainda outros nomes do grande socialismo, todavia isto não lhes fez mais bem que outrora, porque hoje é como se não significasse mais nada.

É, entramos em uma nova era e temos um novo Brasil, só me assusta o fato dos que lutaram tanto para que o país fosse o que é, em termos de economia, desenvolvimento e comunicação, serem agora os protagonistas dos maiores escândalos fraudulentos ou das corrupções mas descaradas que existem. Não deveriam ser esses mesmos, que são privilegiados de grande conhecimento intelectual, a lutarem ainda mais para que as coisas entrem nos eixos, como se diz popularmente? Ora se não foram vocês mesmo que diziam: “que depois da vitória era que começava verdadeiramente a revolução” — agora como pude ver mesmo sendo um Brasil de outras épocas, é difícil crer em quem tinha razão.

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Capa do livro de Donald Spoto

Capa do livro de Donald Spoto

Sempre  admirei sua história de força e coragem, mas esta admiração cresceu imensamente após a leitura do livro “Joana D’arc — Uma Biografia” de  Donald Spoto. Nele há trechos do julgamento de Joana: o autor se preocupou em reproduzí-los da maneira mais próxima possível dos originais. Impressiona a sensatez de uma menina com menos de vinte anos, que fora traída por quem lhe devia gratidão, abandonada pelo povo francês (que ela tanto amava) e queimada da maneira mais cruel como herege.

Existem vários filmes sobre Joana: uns a tratam como louca e fanática religiosa, outros como uma figura influente da história, mas acredito que o mais importante foi a fé ilimitada que ela tinha no seu Deus; tanta fé, que de acordo com os registros da época, morreu chamando por Jesus e ao contrário do que é mostrado em alguns filmes,  permaneceu firme e não assinou confissão alguma: tudo foi forjado para apressar sua morte e livrar o governo inglês de alguém tão influente e com uma fé tão grande, que assustava os seus adversários na luta pela liberdade do povo francês.

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Compre "A Luta pela Esperança" no Submarino

James J. Braddock superou a crise de 29 com humildade, sabedoria e muito amor: seus dias foram lembrados pelo filme Cinderella Man (A Luta pela Esperança) e quem assiste, reconhece a beleza de uma história emocionante que se repede ainda hoje.

Fotografia da ponte Verrazano

O que a ponte tem a ver com o Jim?

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Folhinha
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